Podemos: um estorvo para ganhar.

Podemos: um estorvo para ganhar.

Há vezes que há que escutar o que te diz, sobre todo se o que te diz é sempre o mesmo. Em política também. Empenhamos-nos em querer mudá-lo todo com um amplo acordo que nos permitisse sair a ganhar. Um acordo que respeitasse o nosso ser diferencial com uma candidatura nacional galega e com um grupo parlamentar soberano onde estivéssemos representados todos os galegos e galegas que nos sentimos de esquerda e galegos. Intuímos que esse grão acordo ia conseguir uns resultados eleitorais nas eleições gerais que nos ia permitir sonhar e depois lograr o cambio tão desejado e preciso na Xunta de Galiza.

Primeiro foi a Sra. Bescansa, seguiu o Sr. Errejón e também o Sr. Iglesias: PODEMOS vai ir às eleições gerais com a sua marca e ademais já elegeu os seus candidatos e pelo tanto os demais podem incorporar-se nos postos X. Em Valência os chamados a ser o X diz que estão divididos com ter existência própria ou deixar-se ir. Em Catalunya os X já não sabem se foi acertado ir com os estrategas da Complutense às eleições do seu parlamento, porque os resultados foram à baixa e ademais roubaram-lhes todo o protagonismo desde os “Madrilenses”. Em Madrid a plataforma Ahora en Comun rebentou, e parte dos seus promotores marcharão refugiar-se nos movimentos sociais, já que não são quem de aturar os acordos dos da Complutense para silenciá-los, apartá-los, marginá-los. Não contentes com todos estes não, temos que somar a iniciativa da cidadania de recolhida de assinaturas para que PODEMOS se apresente como que é: um partido que antepõe a estratégia de partido aos desejos de câmbio da cidadania.

PODEMOS vai ir às eleições gerais com a sua marca e ademais já elegeu os seus candidatos e pelo tanto os demais podem incorporar-se nos postos X

PODEMOS não pode arrimar o lombo para derrotar o PP nestas eleições como passo prévio na procura da sua derrota na Xunta porque tem um algo mais importante que fazer antes de ponher-se a ajudar. Esse algo é nem mais nem menos que montar uma mínima estrutura partidária para logo tomar o poder e o ceio. Isso sim, passando por Madrid.

Na vindoira legislatura o debate sobre a reforma constitucional vai estar acima da mesa, e Galiza joga-se muito. Joga-se manter o status à beira de Catalunya e Euskadi e, portanto, decidir sobre a sua educação, idioma, cultura, economia, rias, rios, território, economia, fiscalidade, modelo produtivo, gadaria, pesca, minaria,….. Os galegos e as galegas na vindoira legislatura jogamos-nos que usem o nosso feito diferencial como o freio de mão para com Catalunya ou Euskadi ou ser um pouco mais livres, para nos governar nas cousas grandes e importantes e nas cousas pequenas e que tenhem importância.

Quando começamos a falar da unidade sabíamos que era difícil conseguir o objetivo e que íamos topar com muitos reparos no nosso caminho mas era difícil pensar que o principal atranco e o primeiro não contundente ia vir do partido que mais levantou a bandeira da necessidade de botar os da casta do poder pelo simples feito de que decidiu primar a estratégia partidária por acima de criar a unidade necessária para ganhar-lhe ao PP-PSOE.

Este reiterada atitude não pode desanimar-nos. A sociedade galega ferve por mudar as cousas e está nas nossas mãos que a ilusão e o desejo de ganhar não se apague. Portanto, toca avançar para mudar as cousas. Toca abrir o nosso projeto ao povo galego, à cidadania, às pessoas conformando uma candidatura galega de unidade onde os galegos e as galegas nos sintamos representados.

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