DIARIO DE PRE-CAMPANHA 02/11/2015

DIARIO DE PRE-CAMPANHA 02/11/2015

precipiço

No dia de hoje fui declarado oficialmente candidato ao Senado pela província da Corunha nas primárias de Iniciativa pola Unión. Iniciativa pola Unión é para muitas pessoas a plataforma do BNG. Não vou dizer que não haja algo de verdade nesta afirmação mas também é certo que há partidos muito minoritários apoiando e que também estamos pessoas não militantes do Bloque. Quantas pessoas? Pois não saberia dizer. Há anotadas para  votar cerca de 4000. Case 4000 pessoas são muitas pessoas, mas muito me tempo que a participação vai ser muito baixa porque esta aparecendo a imagem de que são umas primárias em falso porque dos 4000 anotadas a maioria são do BNG e que pelo tanto votarão aos seus candidatos que se apresentam baixo a marca AVANTE XUNT@S. A imagem dumas primarias em falso não ajuda ao nacionalismo mais bem todo o contrario.

Como candidato ao Senado tenho que competir com outros dois candidatos que ate eu votaria sem problema nenhum. São dois pesos pesados. Estou falando de Secundino Garcia Casal (alcaide de Sadurninho) e com Xosé Luis Rivas Cruz (Mini). Não compito com Vanessa Nieves Nieto porque ao ser a única mulher que se apresenta é já a candidata de Nós Candidatura Galega ao Senado. Com este panorama não há possibilidade alguma de abrir debate e difundir um discurso nacionalista com perfil próprio na sociedade e pelo tanto há que assumir que o melhor que podo fazer é difundir entre as pessoas da paróquia nacionalista as propostas que desde a esquerda alternativa ocidental se estão fazendo ao neo-liberalismo que tão bem representam o bi-partidismo do PP-PSOE. Falar de decrescimento, de eco-feminismo, de peak oil, de crise de civilização pode dar a impressão que o que se pretende e desvirtuar o debate nacional de Galiza, mas eu penso que nada mais longe da verdade. Negar o futuro material que nos espera aos povos de cultura ocidental é profundamente irresponsável com Galiza pois impede tomar as decisões coletivas corretas. O tecno-otimismo (algo inventarão) baseado em dar por feito que a humanidade vai continuar num crescimento material exponencial de jeito infinito é um pensamento profundamente reacionário já que converte em DEUSES todo poderosos, aos que realmente manejam os fios do poder. Negar-nos a assumir um mundo com menos energia, com menos alimentos, com menos bens materiais pelo simples feito de ser tecno-optimista e negar-nos a ser donos do nosso futuro e entregar o nosso porvir às grandes corporações para que nos convertam nos seus escravos; pois elas são conhecedoras da realidade material do nosso planeta.

Gostaria de debater com os meus companheiros mas também competidores, sobre estas e outras muitas cousas, porque umas primárias deveriam servir para conhecer as distintas visões dos candidatos e candidatas. Não vai ser assim pois o regulamento não o contempla e pelo tanto a gente votara pelas referencias que já tenha dos distintos candidat@s ou da que vaiam sacando pelos meios de comunicação ou pelas redes sociais.

Remato por hoje propondo um par de vídeos e artigos.

Amanhã falaremos do direito a decidir.

Que tenhais boa noite.

Entrevista a Paul Aries.

https://www.youtube.com/watch?v=PXMzFQpylRg

Filme Non hai manha (Em galego)

https://www.youtube.com/watch?list=PLF511BB6D27C0D810&v=SwvrpALhHMQ

Um artigo de divulgação meu

http://www.sermosgaliza.gal/opinion/miguel-anxo-abraira/qual-vai-ser-enerxia-do-futuro/20150331113538036202.html

Unha idea sobre “DIARIO DE PRE-CAMPANHA 02/11/2015

  1. Mágoa que non se dea o debate, Miguel Anxo. Eu xa teño criticado que se centre a atención nun primeiro momento na cuestión da confluencia/unidade, e agora, na cuestión das primarias. De que serve elexirmos persoas se non podemos falar do programa que defenderán esas persoas? Isto é unha demostración de pseudo-democracia mediática. Vivimos na sociedade do espectáculo e parece que nos sentimos agusto, mesmo! Moi triste.

    En calquera caso moito ánimo e moita sorte. Estou seguro que a túa presenza aí vai lograr avanzar, aínda que sempre nos pareza pouco, as ideas do Decrecemento, do Peak Oil, da transición civilizatoria, en forzas políticas e persoas aínda afastadas delas. Pero a transición ideolóxica e cultural tamén ten os seus ritmos. Grazas por axudares a apuralos !

Deixa unha resposta

O teu enderezo electrónico non se publicará Os campos obrigatorios están marcados con *