Reflexões do dia despois (25/05/2015)

Reflexões do dia despois (25/05/2015)

As eleições municipais deixa-me ver que há muita gente que quer mandar ao ultra-mundo ao Partido Popular e que para fazer tal não se quer apoiar nas velhas organizações que não tiveram sucesso no passado ou que não foram quem de ter atitudes diferentes ao PPPSOE no governo. O nacionalismo representado pelo BNG não é pelo tanto uma organização que conte neste desejo imediato de muitas pessoas, diria mais penso que há muita gente que pensa que o BNG por si só mais que uma ajuda é um atranco a hora de mandar à ultra-tumba ao PP.

As mareas são um complexo de interesses partidários e ideológicos que terão que passar a prova de lume nas gerais já que por um lado esta IU, por outro Podemos e por outro Anova e muitas pessoas que querem e desejam o melhor para Galiza. Decidir estar num grupo parlamentar galego ou deixar-se engolir no grupo parlamentar de IU ou de Podemos vai por a prova o federalismo das forças unionistas (não confundir com centralistas).

O BNG paga em resultados ser marca velha e não ter aproveitado aos 1500 independentes que o apoiamos para construir as mareas da “gente da terra”. Se dentro de 6 meses decide ir como BNG às eleições gerais, vai ser como tomar infusões de folha de teixo (Monte Medulio). Penso que ao BNG não lhe quedam mais que 3 vias: A primeira intentar que para as eleições gerais jogue a selecção galega somando quanta mais gente melhor e adoptando métodos de participação e de eleição de candidatos com o método da “nova política” que por não ser invento do BNG não é nem anti-nacionalista nem anti-galega. A segunda e jogar ao contrata-que e colocar na mesa uma fronte galega anti-PP apostando por criar um grupo parlamentar galego junto com Podemos, Anova,EU, Cerna, CxG,…. Seria um lançamento arriscado mas um não por parte de Madriz deixaria aos de aqui descolocados não só para as gerais senão também para as eleições galegas. Um si obrigaria a repetir nas galegas com um candidato de consenso. Galiza existe e seguira existindo se a maioria do povo galego así o quer e agora ao melhor nos toca viver um momento em que compre ser mais povo e menos nacionalista pelo bem deste troço de terra pelo que estamos deixando tempo, cartos, ilusões, vida…. A 3 via é juntar as duas anteriores para que sejam umas bases amplas as que decidam e sobre todo para reforçar e atualiçar o nacionalismo galego de esquerdas convertendo-o numa força transversal, convertendo-o na força da “gente da terra”.

Também compre uma reflexão coletiva do conjunto das pessoas que pensamos em clave galega para ser quem de por uns mínimos que nos unam a margem das siglas ou não siglas as que estejamos afiliados. Compre apagar a guerra civil na que esta afogando o nacionalismo galego desde há tempo e ser quem de conformar sentimento coletivo de paróquia por acima das diferencias e posturas eleitorais e ser quem de ampliar a base social com a que estamos conectados no dia a dia.

25 de Maio de 2015.

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